De frente com Gabi — visão dos 26 anos

Aqui vai ser construído o meu Centro de Treinamento! ❤

Quebrando um pouco os protocolos dos anos anteriores, venho com um delay de 2 dias (ou mais) escrever um pouco das minhas percepções e sentimentos no auge do meu recém feitos 26 anos.

Ao contrário dos anos anteriores, eu estou em uma fase sem crises, anseios ou qualquer desespero pela busca incansável de respostas. Sempre acreditei no mantra “um dia de cada vez”, só era difícil colocar em prática, ainda bem que agora tá rolando.

Na verdade, viver um dia de cada vez é aceitar que não teremos todas as respostas, mas mesmo assim temos que seguir.

A evolução é no caminho.

Escrever é, de fato, um ato de auto cuidado. Que bom que tenho esse hábito para relembrar das coisas que um dia eu queria e não tinha, mas agora eu tenho oportunidade de conquistar.

E isso vai desde coisas materiais (um sofá gostoso e uma TV grande pra ver série), como também estar perto de pessoas que eu amo (e não só estar perto, mas poder ter uma rotina que inclua tempo de qualidade com elas). Isso é bom demais.

Sendo mais específica, estou falando de treinar corrida com meus pais e acompanhar os treinos da Lê com o meu Vô Chico.

Trazendo para o hoje, minha vida está assim:

  • Moro em São Lourenço junto com a Lê que é minha primeira e última escolha todos os dias;
  • Começo e termino o dia treinando (quem mandou fazer triathlon, né?);
  • Das 9h até as 18h eu fico na frente do computador trabalhando para uma empresa de tecnologia (que por sinal é bem foda, eu curto demais ver minha curva de aprendizado — principalmente a oportunidade de desenvolver minha habilidade em vendas);
  • Encontro com meus pais dia sim e dia também, mas morar fora de casa (distância saudável de cerca de 1km) foi super importante para manter um bom relacionamento;
  • Dedico umas 6h da minha semana para o Vida de quem corre, que em breve vai mudar de nome para CTP Vida (Centro de Treinamento e Pesquisa do Vida) — tirar isso do papel tá sendo MUITO maneiro e também desafiador;
  • Faço faculdade de Ed. Física a distância — não me ocupa muito tempo e é divertido estudar algo que eu me interesso tanto;
  • Tenho sempre um tempo depois do treino para curtir todos os hormônios pós exercício, é um momento de contemplação e também de valorizar meu próprio esforço;
  • Não perco quase nada de tempo em deslocamento e o que puder fazer para facilitar minha vida e estiver ao meu alcance, eu farei;
  • Minha vida gira em torno da minha família e ter a oportunidade de estar presente é muito bom.

É um cenário que eu não tenho do que reclamar. Sério.

Eu lembro que uma vez eu estava inquieta porque sentia que não pertencia a nenhum lugar. Desde a minha primeira mudança de SP para MG quando tinha 13 anos, eu não tinha mais parado.. a cada 2 anos, no mínimo, eu mudava de cidade… E isso faz com que seja difícil ter vínculos duradouros.

Eu costumo dizer que não tenho muitos amigos, mas tenho, pelo menos, 1 amizade de coração em cada lugar que passei.

Só que eu tinha um pensamento reincidente de que queria “pertencer” a algum lugar e isso estava ligado a ter uma raiz, a me sentir em casa, a querer voltar…

Isso não diminui minha vontade de querer explorar e conhecer outros lugares do mundo, é só uma ideia de ter um cantinho que eu chegue e pense: estou em casa! (Segurança, conforto, aconchego).

Escrevendo isso me veio o sentimento de quando você está com uma roupa apertada e finalmente a tira, sabe esse respiro de “que alívio”? É esse sentimento que penso quando penso em “sentir em casa”.

E o mais legal é que esses dias quando cheguei no lugar que moro hoje eu pensei: “que delícia estar em casa” — e nem tem a ver com o local em si, porque sei que morar nessa casa especificamente é passageiro, tem a ver com toda uma vida aqui em São Lourenço agora.

E aceitar que existe vida boa e promissora aqui também.

Quebrar com a ideia que eu tinha que para ser bem sucedido tinha que ir para São Paulo e estar em uma grande empresa. É um alívio saber que tem como ganhar dinheiro (até mais) morando no interior e trabalhando em um ambiente diferente que multinacional (mas esse é papo pra depois).

ALÍVIO.

Agora vamos para os planos, que não tem nada a ver com a idade, tem a ver com o momento.

  • Início da construção do Centro de Treinamento e Pesquisa do Vida — CARACA! Isso vai ser doido e desafiador e tudo junto. Um frio na barriga de ser responsável por tirar do papel o meu sonho. É uma baita responsabilidade. Não vem nenhum sentimento associado a dúvida ou “será que é isso mesmo?”, pelo contrário, é um sentimento de “finalmente”.
    Minha vida com esporte é mais feliz.
  • Fazer meu 1o IronMan 70.3 — doido demais também. Vai ser a prova mais longa que já fiz na minha vida.
    1.9km nadando, 90km pedalando e 21km correndo.
    É extremamente desafiador porque exige um compromisso diário de fazer o que eu me comprometi. Não é confortável, mas ter essa disciplina me ajuda a manter a cabeça no lugar também.
    É um ciclo de muitos ganhos em diversos aspectos: físico (eu gosto da forma que meu

E seguimos!

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Treinando para o meu primeiro IronMan 70.3. Nesse espaço compartilho minha jornada e várias versões da Gabriela. Sejam bem-vindos!

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Gabriela Melo

Gabriela Melo

Treinando para o meu primeiro IronMan 70.3. Nesse espaço compartilho minha jornada e várias versões da Gabriela. Sejam bem-vindos!

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