60 dias no novo trabalho e treinando para o IronMan 70.3

Um dos tantos tombos que eu tomei tentando pedalar clipada

Pode parecer que foi uma promessa de ano novo. Mas não foi.

E também não vou começar dizendo que o ano começou diferente pra mim, porque seria injusto com toda a minha caminhada até chegar aqui.

Em resumo: eu mudei e, depois disso, tudo mudou.

Meu objetivo nesse texto não é te falar que você será uma pessoa melhor e as coisas vão dar certo se você começar a acordar 5h da manhã e treinar 3h por dia, até porque, provavelmente, você não precisa disso e dar certo é relativo (rs)

Aqui eu conto um pouco dos bastidores do caminho que, entre tantos, eu escolhi para mim.

Detalhes dessa jornada eu conto no meu IG: @eu.gabrielamelo

Antes de tudo, eu gosto de celebrar cada passo dessa caminhada… e 60 dias é um marco levando em conta a intensidade de tudo. Foi tanta coisa nova ao mesmo tempo que tiveram dias que eu fui dormir chorando e pensando se eu daria conta mesmo.

(Uma música que eu costumo escutar quando estou assim é “Não tô dando conta” — Rosa Neon)

Também gosto de lembrar que não foi nada da noite pro dia. Nem o trabalho novo, nem o fato de ter me inscrito em um IronMan 70.3

Para não esquecer, eu escrevo diariamente os aprendizados, sentimentos e novidades em um caderno que na primeira página está em letras garrafais: “203 dias de preparação… dizem que é para mudar a vida”.

Caderno que relato detalhes da minha jornada

Não é uma jornada linear e o primeiro passo foi aceitar isso.

Nesses 60 dias eu tive inúmeros altos e baixos e me questionei algumas vezes o porquê…

Dia 10 de janeiro escrevi: “Não tenho uma resposta clara do porquê fazer isso, mas acredito que seja porque se eu tentasse hoje eu não conseguiria; mas, se eu me dedicar de forma constante e disciplinada, em 203 dias eu conseguirei.”

Hoje, 11 de março, escrevo: “Sigo sem uma resposta clara, mas esse é o estilo de vida que sempre busquei e sigo acreditando que é o que me faz evoluir em todas as áreas da vida. É difícil pra caramba manter a constância, mas quer saber? Nunca me arrependi de ter treinado e me dedicado. Já está valendo a pena”.

Em paralelo ao esporte, tem o período de ramp up no trabalho novo, o que causa um desgaste mental que não sei mensurar e eu ainda consigo adicionar doses nada homeopáticas de auto cobrança.

É humanamente impossível processar 100% das informações que recebo diariamente, meu lado racional sabe disso. Só que depois de abrir o berreiro alguns vezes, levar como pauta de terapia outras tantas, desabafar com pessoas que eu confio até ninguém aguentar mais, eu paro e penso: estou evoluindo no ritmo que eu aguento.

Ao mesmo tempo que faço parte da geração que quer tudo pra ontem, eu me assusto com a velocidade do mundo…

O que eu sei hoje, amanhã pode ser obsoleto. E isso não significa que as coisas não fazem mais sentido, significa que sempre tenho oportunidade de aprender algo novo.

A verdade verdadeira é que sentir que vale a pena não significa que é uma jornada leve. E é necessário reconhecer que a evolução está acontecendo, mesmo que com passos de formiguinha!

Uma madrugada que eu tinha que decidir se ia treinar ou continuava dormindo

Trazendo para o hoje, todos os dias quando acordo, eu tenho oportunidade de fazer boas escolhas e comemorar cada pequeno avanço.

Hoje, no dia 60, eu me sinto mais preparada e segura do que estava no dia 1, tanto pro Iron quanto para as negociações.

É uma construção. E eu tenho a sorte de ter muita gente boa para me ajudar a dar conta!

Agora vambora que esse é só o começo!

Ah, mencionei que compartilho detalhes no meu IG, né? @eu.gabrielamelo

Treinando para o meu primeiro IronMan 70.3. Nesse espaço compartilho minha jornada e várias versões da Gabriela. Sejam bem-vindos!

Treinando para o meu primeiro IronMan 70.3. Nesse espaço compartilho minha jornada e várias versões da Gabriela. Sejam bem-vindos!